LOGORAMA é um espaço de exposição e expressão de refêrencias de arte, design e cultura. Procuramos expor aqui trabalhos relevantes, que tenham profundidade de conteúdo. Artistas, peças de comunicação e obras que nos façam pensar.

LOGORAMA é mantido pela M'Baraká experiências relevantes, grupo multidisciplinar de criativos do Rio. O BLOG nos mantêm vivos criativamente e nos ajuda a pensar diferente.

LIVE P.A. A primeira edição do evento que reúne diversos músicos acontece em Brasília, durante as sextas e sábados de maio no CCBB. Entrada franca.

PASSOS O novo espetáculo da cia Crescer e Viver de Circo pode ser conferido às sextas e sábados às 20h e domingo às 18h até o dia 29 de maio. A lona do circo fica na Rua do Carmo Neto, 143, em frente ao metrô da praça XI.


Cut Copy

Móveis Coloniais de Aracaju

Santigold

Little Joy

She and Him

Black Kids

Mostrando postagens com marcador arte e tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte e tecnologia. Mostrar todas as postagens

27 de mai. de 2009

U.F.O. de Peter Coffin

Uma multidão se reuniu na orla do Rio na noite deste sábado, para assistir à passagem do disco voador do artista contemporâneo americano Peter Coffin, especializado em intervenções urbanas. Por falta de autorização da Agência Nacional de Aviação (Anac), a obra 'Sem título (U.F.O.)' acabou tendo seu trajeto encurtado, o que frustrou muita gente.

Convidados a sacar máquinas fotográficas, câmeras de vídeo ou celulares para registrar a exibição e enviar o material para publicação no Eu-Repórter, leitores mandaram suas fotos.

Os melhores registros serão selecionados por um júri especial, do qual Coffin fará parte, para serem exibidos em julho, numa exposição multimídia no espaço cultural Oi Futuro, que será organizada com o apoio do Jornal O GLOBO. Em seguida, as imagens integrarão um catálogo que será distribuído ainda este ano no Brasil, Estados Unidos, França e Polônia. A proposta de Peter Coffin é tornar os cariocas coautores do seu trabalho, estendendo o processo de produção da obra de arte.

- O olhar do outro está presente na fotografia. Gosto de ver a minha obra pelos olhos do público também - explica Peter Coffin, que chegou sábado ao Rio para coordenar os trabalhos de montagem da escultura voadora.



O disco tem estrutura de alumínio e sete metros de diâmetro. Nele foram instalados 15 mil 'leds' que, durante o voo, projetarão desenhos e símbolos criados por Coffin. A obra pesa cerca de 800 quilos e foi transportada, a uma velocidade máxima de 190 km/h, por um helicóptero, ao qual foi presa por um cabo de aço com 50 metros de comprimento.



'Sem título (U.F.O.)' começou a ser montado na última segunda, no aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Coffin, que é representado pela Galeria Andrew Kreps, em Nova York, pela Emmanuel Perrotin, em Miami, e pela Herald Street, em Londres, mostrou sua obra mais detalhadamente em dois pontos da cidade: a Praia de Copacabana e a Lagoa Rodrigo de Freitas, que serão sobrevoadas durante 20 e 15 minutos, respectivamente.



O projeto foi apresentado pela primeira vez em julho de 2008 na cidade de Gdansk, na Polônia. O artista foi convidado pela Open Art Projects a criar um trabalho para ser exibido num festival de artes na cidade, e causou espanto a cerca de 200 mil pessoas que assistiram ao sobrevoo. Para a apresentação em céu carioca, o OVNI ganhou mais iluminação.


* Matéria do Oglobo do dia 23/05

21 de mai. de 2009

As fachadas enquanto tela - um pequeníssimo panorama

Esse post é dedicado aos grandes projetos de intervenção urbana que usam fachadas como suporte para seu material virtual.

Elegemos 3 trabalhos com propostas variadas e excelentes resultados, que esperamos servir a todos como inspiração.


Today Art Festival, La Haya – 2006
De Maxalot

No centro de La Haya, o magnífico ajuntamento branco do arquiteto Richard Meier funcionou como espaço de galeria pública quando dez dos melhores designers gráficos e ilustradores do mundo usaram as enormes superfícies brancas da estrutura como tela. Com uma tequinologia de projeção de ultima geração duas instalações que incorporavam alguns dos projetores mais potentes do mundo, iluminavam o edifício com as obras criadas especialmente para a ocasião e desenhadas para encaixar com os elementos do edifício e assim converter a praça central da cidade em um espaço de exposição durante as noites que durou o festival. A instalação projetava imagens de 32m x 32m. As imagens da fachada eram mudadas a cada 15 minutos, de forma que cada desenho era mostrado 4 vezes em dois dias. Para cada desenho foi criada uma imagem usando quatro potentes projetores Harware Xenon DHX de 7000w com objetivos Reichman de 220 MM, cada um com slides de 18cm x 18cm, projetados em ambos os lados do edifício

*Retirado do livro ENCUENTRO ENTRE ESPACIO Y ARTE



Rundle Latern, a esquina dos LEDs, Austrália - 2009

Esta ação foi criada a partir de 748 painéis iluminados por LEDs, cubrindo 9 andares do estacionamento da esquina da Rundle Street com a Pulteney Street, em Adelaide, Austrália.

Alimentados por energia solar, a instalação custou 2 milhões de dólares e acontece todos os dias de 20h a 00h exceto sextas e sábados quando acontece até as 2h. O design é assinado pela Fusion, agência de inovação.

*Retirado do blog da Elisava


Rundle Lantern Launch from Fusion on Vimeo.





Artists themes for iGoogle - 2008




Este projeto celebra o lançamento da novidade da Google, o artists themes for iGoogle (artistas que desenharam temas para personalizar o seu iGoogle). Na interseção entre a Litlle West 12th, a Ninth Avenue e a Gansevoort, A Obscura Digital, de São Francisco, foi responsável por projetar, nas fachadas dos prédios, imagens em movimento, do arquivo de artes da iGoogle, por três noites das 22h as 2h. As fachadas do St. Hotel Gansevoort, Pastis, Theory e Inn LW12 serviram como tela para os trabalhos de Jeff Koons, Michael Graves, Yves Behar e outros. Numa tenda da Google, erquida na Gansevoort Square, os passantes podiam brincar com as imagens da central de computadores. Os trabalhos incluídos no arquivo giram em torno da discussão de como cada artista vê as mudanças que a internet está causando na indústria.

*Adaptado do site thecoolhunter



16 de mai. de 2009

Pink Plonk. Lembra da caixinha de música?



Pink Ponk é o título da instalação criada por Chris O’Shea (designer Inglês) para o evento Transvision, idealizado com parte de um programa que visa integrar novas formas de arte à coleção do renomado Victoria and Albert em Londres.

O Coletivo Onedotzero foi convidado para assumir a curadoria do evento, integrando uma série de artistas no projeto Transvision (uma excelente abordagem para integrar à passado e presente no mundo da arte).



Plink Plonk from Chris O'Shea on Vimeo.



Com o desafio de preencher o antigo salão de música do museu (Norfolk Music Hall), Chris O’Shea propôs uma brincadeira que, como nos antigos salões de música do século 18, reunisse as pessoas para compartilhar experiências musicais. A escolha pelo uso das antigas caixinhas de música como suporte de interação é o que dá o tom poético para a mensagem do artista.

Pink Plonc é uma proposta interativa e colaborativa que respondeu muito bem ao desafio proposto pelo museu inglês, criando um sutil elo entre as experiências do passado e os anseios de interação do mundo contemporâneo. Pink Plonc funcionaria muito bem em diversos outros locais do nosso cotidiano.

2 de out. de 2008

O Céu de Heathrow


A inauguração do Terminal 5 do Aeroporto Heathrow em Londres mostrou a importância da arte e da tecnologia como ferramenta de transformação de um ambiente, quando vários designers foram convocados a criar obras para compor partes da estrutura recém aberta na última primavera européia. Entre eles, os estúdios Troika, Christopher Pearson e El Ultimo Grito desenvolveram peças-chaves que acrescentam um novo significado ao ato de viajar, promovendo uma experiência diferenciada.


Cloud (nuvem) é o nome do trabalho de arte digital criado pela Troika para ocupar um dos espaços dos suntuosos lounges do Aeroporto de Heathrow em Londres. O chamativo objeto com forma de uma nuvem estilizada de 5 m de comprimento tem sua superfície coberta por 4638 “flip-dots” – discos com um lado prata e outro preto que se movem como em uma tabela de vôos dos terminais de aeroportos – controlados individualmente por um programa que altera sua aparência constantemente durante o dia (essa é a primeira escultura não-retangular que usa essa tecnologia). A obra se encontra pendurada no teto do átrio entre as escadas rolantes nos lounges.



Segundo os criadores da Troika, eles ficaram fascinados com a materialidade dos flip-dots (que foram comumente usados durante as décadas de 70 e 80 em aeorportos e estações de trem), com a forma que eles se movem de um lado para o outro e pelo som gerado por essas peças que remete, imediatamente, à idéia de viagem. Assim decidiram explorar esse potencial estético dentro do Cloud, que permite uma geração de ondas hipnotizante por simplesmente virar as peças para um lado e para o outro gradativamente, percorrendo toda a superfície do objeto.



O mesmo estúdio também foi responsável pelo display de 22m de comprimento chamado All the Time in The World (todo o tempo do mundo) que exibe vários horários de importantes locais ao redor do planeta, incluindo montanhas famosas (Everest, Fuji), museus mundialmente reconhecidos (Guggenheim, Louvre) e maravilhas naturais e construídas pelo homem (Grand Canyon, Taj Mahal). O horário local de Londres é exibido no centro em destaque e os outros horários estão dispostos de acordo com seus locais no mapa, o objeto reforça a idéia do relógio mundial que liga vários lugares do mundo e foge do redundante ao destacar locais mais diversificados do que as capitais mais importantes do planeta.



Já o estúdio Christopher Pearson criou a instalação Oak Seasons (temporadas de carvalhos) que consiste de seis telas de vidro com padronagens impressas a laser que descrevem o ciclo de crescimento dos carvalhos ingleses. Além das folhagens, é possível encontrar itens inusitados, tais como um semáforo entre as folhas, um balanço pendurado em um galho e uma folha que vai se transformando em um mapa de estrada. E o estúdio El Ultimo Grito desenvolveu o Kidzone, uma área que contem mobília colorida interativa e paredes magnetizadas coberta com figuras que permitem que as crianças possam brincar inventando histórias e personagens para passar o tempo de forma mais criativa.



Esse tipo de iniciativa permite explorar os ambientes de forma inteligente e com senso de humor e promove uma forma de interação diferente com as pessoas, aproveitando as características do próprio espaço para ir além e criar uma nova experiência.


2 de jan. de 2008

Interatividade na Terra do Nunca

O blog Interactive Architecture foi categórico ao afirmar que um bom teste para qualquer “instalação” – entenda-se, instalação de arte / entretenimento - é verificar como crianças respondem aos estímulos propostos. Outras vezes falamos sobre isso aqui no Logorama, quando postamos sobre a “Expo Se Liga”. Nela, chamou a atenção a forma como as crianças mergulharam na experiência lúdica-interativa, se esbaldando e explorando as possibilidades de forma intuitiva, sem a influência dos códigos de comportamento dos adultos e o excesso de preocupação em saber como, porque, com o quê...

É essa intuitividade que buscamos explorar quando propomos algo que flerta com o lúdico, o que é típico das instalações multimídias interativas. Para além da informação ou conteúdo intrínseco, muitas vezes o que importa é a fruição do gesto, quando não de outros sentidos, e sua inter-relação com a arte, com as alegorias resultantes da interação.


E é a liberdade das crianças, quando se permitem, sem travas, dedos, ou medo do ridículo, explorar as possibilidades dos ambientes interativos, que anima a criatividade dos desafiados a fazer instalações para este público e, serve de lição e teste para qualquer instalação que tenha por premissa explorar estímulos sensoriais.

Após essa não tão breve introdução conceitual, vamos apresentar um case de instalação infantil de cair o queixo. Apresentada Cinekid Festival, evento anual de produtos audiovisuais e multimídias diversos para o público infantil, a instalação Funky Forest, de Theo Watson and Emily Gobeille, roubou a cena no festival (e a gente já colocou um monte de imagem aí em cima, para ir dando um gostinho). Trata-se de um ecossistema interativo, onde as crianças criam plantas com seus corpos, a partir de gestos e movimentos, e, em seguida, devem fazer caminhos d’água a partir de uma cachoeira para manter a floresta viva. A saúde das plantas influem na vida dos demais seres da floresta, que se mantém saudável e fica mais bonita quanto mais se movimentam os pequenos.


Para nós logoramicos, o projeto, que continua em desenvolvimento para ser ampliado, tem a beleza de dialogar com as crianças, sem precisar dos chatos recursos de mediação dos adultos. Através da fantasia e dos estímulos sensoriais / participativos, transmite-se a idéia da conexão entre o “todo” e “cada parte”.

Dica: vale dar uma olhada nos links desse post, tem coisas inclriveis. Atenção especial p o site da moça, Emily Gobeille, motion graphics de primeira!

7 de dez. de 2007

Projetar onde, como, com o que???

Das perguntas do título deste post, talvez o “como” seja a tarefa mais difícil... Mas essa é, de fato, tarefa para engenheiros, técnicos, programadores, etc. “Onde” e “com que”, possibilitados a partir do “como” - resolvido pelos nossos amigos tecnólogos - tornam-se deleite dos criadores, que usam o “onde” e “com o que” de mil e uma formas!

Separamos hoje um exemplo nacional e um gringo, que, a partir de técnicas e
tectrecos diversos, geram formas surpreendentes de projeção. Na água ou na fumaça, a criatividade é marca registrada desses projetos, e o queixo-caido do público é garantido, pois os resultados são realmente surpreendentes.

Quem esteve na cidade maravilhosa – apologias a parte – durante os jogos pan americanos, pode ver, num dos principais cartões postais da cidade, filmetes projetados em uma tela de água em plena Lagoa Rodrigues de Freitas. O projeto foi da
Biruta Mídias Mirabolantes, empresa carioca que, como o nome já diz tem como negocio principal a criação de mídias não convencionais. O projeto se chamou Aqualume e foi patrocinado pela Petrobras e o resultado, para que não viu ao vivo, pode ser conferido no vídeo abaixo.






O exemplo gringo vem do estúdio
Minimaforms, que se define como um escritório de design e arquitetura experimental, que explora projetos que provocam e fazem uso de novos meios de comunicação. Esse ano a provocação veio por sinal de fumaça... O OFFLOAD festival, em Bristol, UK, contou com uma instalação feita pela Minimaforms em que mensagens eram enviadas, literalmente, por sinais de fumaça. Nada de pajelança, mas sim, tecnologia de ponta! Em Smoke Signals, mensagens eram enviadas via SMS e projetadas, em grandes letras, em fumaças no céu, num efeito 3D impressionante. Confira nas imagens e vídeos!



7 de nov. de 2007

Amazônia em Cannes

Mais uma instalação interativa brasileira fora do país. A P&G criou um cenário bastante diferente para a apresentação da minissérie Amazonia, da Globo, na MIP COM (uma feira internacional de conteúdo de entretenimento para diversas plataformas de áudio-visual). O ambiente tinha árvores amazônicas e cheiro de floresta. Tinha também mais uma instalação interativa criada pela M’Baraká e produzida pela YDreams.





A Globo marcou sua presença em Cannes, levando conteúdo tupiniquim além mar, ao apostar com tanta força na mini-série Amazônia.

O pessoal da criação disponibilizou o multimídia para a gente colocar aqui. PASSE O MOUSE, PODE BRINCAR! As folhas se mexem, flores desabrocham e.... cuidado com o sapo.



9 de out. de 2007

Expoentes do Light Design


A “Dazed Digital” recentemente publicou três documentários sobre artistas que trabalham com luz. Entre estes estão Jason Bruges e a “United Vissual Artists”, os quais já foram citados inúmeras vezes pela Dazed Digital como produtores de varias instalações para exposições e galerias, assim como ambientes públicos, mobiliários e fachadas de edifícios – vale a pena conferir ambos os sites.

Se você sempre se perguntou o que acontece por trás dessas instalações, que tecnologias são utilizadas e o porquê dessas empresas e artistas estarem no centro da cena dos projetos Light Design, os dois primeiros documentários da série cumprem este papel. Já o terceiro, é uma visão mais pessoal de um artista independente, David Batchelor. Suas peças que fundem arte e luz exploram o conceito de cor como um único fenômeno: a cor como algo onipresente nas experiências do dia a dia, e sua transcendência funcional e estética na criação de simbolismos.

Separamos pequenas demonstrações do trabalho de cada um desses artistas / coletivos:

James Bruges


Jason Bruges tem um vasto portifólio de trabalhos com luz – de instalações de grande porte a iluminação de interiores, passando por projetos mais completos que unem estética e conteúdo em torno da luz. Em seu site, pequenos textos e muitas imagens de seu trabalho, que deixa claro seu conhecimento das diferentes tecnologias úteis ao light design.


United Visual Artists


O estúdio United Visual Artists une três disciplinas principais: o conhecimento artístico, o design e a engenharia de software, a fim de gerar experiências imersivas em tempo real (interatividade). A proximidade com a engenharia de software permite ao escritório o desenvolvimento de projetos inovadores em termos tecnológicos e de grande impacto artístico.




David Batchelor



Já a obra de David Batchelor, Professor da Royal College of Art, de Londres, tem como característica a mistura de cores e texturas e na utilização de objetos dos mais variados - de trens industriais e ferro a sinais de trânsito descartados e luminárias comerciais. Conceitualmente, David Batchelor trabalha com as cores, particularmente sua interação com o ambiente urbano moderno. Sua relação com a aplicação das cores em arte está também em seu livro Chromophobia, publicado em 2000 (sem versão no Brasil). David Batchelor já esteve em terras tupiniquins, na Bienal de 2004.

Os três documentários podem ser vistos em Danzel Digital - Seduced by Light

Reprojected - Instalação Urbana




Reprojected (Re-projetando) está atualmente em exibição em “Seven Screens”(Sete Telas) em Munique, uma instalação que consta de sete painéis duplos de LED, cada um medindo seis metros de altura. Fazem uma releitura do que esta ocorrendo no local.

Ao contrario do que acontece normalmente, “reprojected” se foca em uma visão mais distanciada, se focando exclusivamente nas sombras de pessoas computadorizadas. Elas só são visíveis devido ao uso de uma fornte luminosa, que se mexe no espaço virtual entre os painéis.



As imagens projetadas nas “Seven screens” brincam com a percepção do espaço ao redor e introduzem uma distancia entre os eventos que estão ocorrendo e a instalação.

Como instalação urbana, Reprojected é altamente impactante.



via: Mader|Stublic|Wiermann e Media Architecture

2 de out. de 2007

Energia. Minha, sua, de onde vem?


Segundo o pessoal da M’Baraká (produtora de design, conteúdos e interatividade): “Foi em Setembro de 2005 que iniciou-se a produção dessa que seria nossa primeira aventura no universo da criação e produção utilizando as bases da tecnologia de motion capture. Nada era muito preciso, mas tínhamos uma boa idéia de experiência virtual na cabeça e a sólida experiência de um grupo português de inovação em tecnologias interativas”.

Na sala escura reservada a essa instalação, ao som de um zumbido misterioso, nada se via. Ao pisar na área da projeção, um halo roxo gerado por linhas concêntricas formava-se a sua volta. Quando outro visitante entrava na área projetada,um raio te ligava a essa pessoa. O que dizer dessa sensação? Segundo a produtora, a intenção era falar de energia de uma forma lúdica, divertida, mais sem compromisso com a veracidade dos processos científicos que a geram. Mais especificamente, trata da questão da transmissão da energia. Poéticamente traz à consciência a potência da nossa energia e a relação desta com o outro.

A experiência é realmente arrebatadora, um exemplo de instalações interativas mais imersivas que já vivenciamos. O mais legal foi ver a reação das pessoas: muitos duvidavam daquela possibilidade tecnológica – teve gente rezando e tudo. Foram as crianças que realmente mergulharam na experiência, despreocupadas com o meio que gerador da coisa, aproveitaram de verdade!

A Mostra - intitulada SeLiga, De Onde Vem a Energia? - deu resultado, proporcionando a muitas crianças uma experiência lúdica que, através da arte interativa, explicou de onde vem a energia. Por seu diferencial artístico e inovação tecnológica, levou o projeto a capa do Globinho.

Esperamos ver essa mesma instalação em muitas outras mostras de arte e tecnologia aqui no Brasil.

Idealização e Direção: M’Baraka Tecnologia: YDreams Design: Visorama Sound Design: Manga Jingle Fotografia: Gustavo Cassano