LOGORAMA é um espaço de exposição e expressão de refêrencias de arte, design e cultura. Procuramos expor aqui trabalhos relevantes, que tenham profundidade de conteúdo. Artistas, peças de comunicação e obras que nos façam pensar.

LOGORAMA é mantido pela M'Baraká experiências relevantes, grupo multidisciplinar de criativos do Rio. O BLOG nos mantêm vivos criativamente e nos ajuda a pensar diferente.

LIVE P.A. A primeira edição do evento que reúne diversos músicos acontece em Brasília, durante as sextas e sábados de maio no CCBB. Entrada franca.

PASSOS O novo espetáculo da cia Crescer e Viver de Circo pode ser conferido às sextas e sábados às 20h e domingo às 18h até o dia 29 de maio. A lona do circo fica na Rua do Carmo Neto, 143, em frente ao metrô da praça XI.


Cut Copy

Móveis Coloniais de Aracaju

Santigold

Little Joy

She and Him

Black Kids

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16 de mai. de 2009

Pink Plonk. Lembra da caixinha de música?



Pink Ponk é o título da instalação criada por Chris O’Shea (designer Inglês) para o evento Transvision, idealizado com parte de um programa que visa integrar novas formas de arte à coleção do renomado Victoria and Albert em Londres.

O Coletivo Onedotzero foi convidado para assumir a curadoria do evento, integrando uma série de artistas no projeto Transvision (uma excelente abordagem para integrar à passado e presente no mundo da arte).



Plink Plonk from Chris O'Shea on Vimeo.



Com o desafio de preencher o antigo salão de música do museu (Norfolk Music Hall), Chris O’Shea propôs uma brincadeira que, como nos antigos salões de música do século 18, reunisse as pessoas para compartilhar experiências musicais. A escolha pelo uso das antigas caixinhas de música como suporte de interação é o que dá o tom poético para a mensagem do artista.

Pink Plonc é uma proposta interativa e colaborativa que respondeu muito bem ao desafio proposto pelo museu inglês, criando um sutil elo entre as experiências do passado e os anseios de interação do mundo contemporâneo. Pink Plonc funcionaria muito bem em diversos outros locais do nosso cotidiano.

18 de out. de 2007

Arte, Diversão e Conteúdo na Web

A web, com seus múltiplos recursos, permite o crescimento de uma estética própria, pensada para esta interface. Seja para projetos publicitários seja para expressões artísticas ou para projetos culturais, pode-se notar o uso deste meio e seus recursos de forma cada mais criativa e com grande apelo estético.

Em publicidade, podemos destacar o site que a Nokia bolou, o Nokia Music Roons. Com elementos de game, recursos de multimídia de alto nível e MUITA criatividade, o site une conteúdo e entretenimento para conquistar a simpatia dos consumidores – tudo isso bem vinculado à marca, que vem provando que “a música nos conecta”. Nos quartos se tem acesso ao second life, download de musicas e uma festa num dos apartamentos.

Nokia Roons

O jogo de tabuleiro “Get the Glass”, animação 3D brutalmente realista, é uma boa opção para passar o tempo como nos velhos tempos, mas na rede. A campanha – claro que é campanha! – é da Real California Milk, industria de laticínios da Califórnia, que brinca com a idéia de uma cidade onda há escassez de leite.

Game Get Glass



Há diversos outros sites de campanha interessantes pela web, mas vamos falar um pouco também de arte. Vem crescido a quantidade de “instalações para web”, obras artísticas pensadas pela esse meio. O exemplo do dia é o Whish Projetc. Instalação onde se posta e se vê desejos.

Whish Projetc



Festival de Arte Digital - FAD 2007



O Festival de Arte Digital – FAD, que aconteceu semana retrasada em BH, mostrou outros projetos do gênero, de artistas nacionais e internacionais, o que nos permite dizer que esse tipo de obra começa a ser tratada como tal. Há, além de instalações de web, outros tipos de iniciativas virtuais que podem ser explorados no site do festival.




Na linha dos projetos criativos, vamos destacar hoje o site We Feel Fine. Com uma interface um pouco confusa (mas depois que se aprende, flui), e uma estética visual impressionante, o site é uma idéia maluca de coletar dados e reproduzir os sentimentos de pessoas de todo o mundo expostos na web.

O "gráfico" acima representa a quantidade de pessoas que sentem “different” e expuseram isso em blogs de todo o mundo em 2007.

Já este, se refere a algumas imagens postadas com o tema “different” ao redor do mundo.

A web como interface e meio, esta cada vez mais promovendo uma linguagem própria, com peculiaridades que a fortalecem como meio expositor de arte.

9 de out. de 2007

Expoentes do Light Design


A “Dazed Digital” recentemente publicou três documentários sobre artistas que trabalham com luz. Entre estes estão Jason Bruges e a “United Vissual Artists”, os quais já foram citados inúmeras vezes pela Dazed Digital como produtores de varias instalações para exposições e galerias, assim como ambientes públicos, mobiliários e fachadas de edifícios – vale a pena conferir ambos os sites.

Se você sempre se perguntou o que acontece por trás dessas instalações, que tecnologias são utilizadas e o porquê dessas empresas e artistas estarem no centro da cena dos projetos Light Design, os dois primeiros documentários da série cumprem este papel. Já o terceiro, é uma visão mais pessoal de um artista independente, David Batchelor. Suas peças que fundem arte e luz exploram o conceito de cor como um único fenômeno: a cor como algo onipresente nas experiências do dia a dia, e sua transcendência funcional e estética na criação de simbolismos.

Separamos pequenas demonstrações do trabalho de cada um desses artistas / coletivos:

James Bruges


Jason Bruges tem um vasto portifólio de trabalhos com luz – de instalações de grande porte a iluminação de interiores, passando por projetos mais completos que unem estética e conteúdo em torno da luz. Em seu site, pequenos textos e muitas imagens de seu trabalho, que deixa claro seu conhecimento das diferentes tecnologias úteis ao light design.


United Visual Artists


O estúdio United Visual Artists une três disciplinas principais: o conhecimento artístico, o design e a engenharia de software, a fim de gerar experiências imersivas em tempo real (interatividade). A proximidade com a engenharia de software permite ao escritório o desenvolvimento de projetos inovadores em termos tecnológicos e de grande impacto artístico.




David Batchelor



Já a obra de David Batchelor, Professor da Royal College of Art, de Londres, tem como característica a mistura de cores e texturas e na utilização de objetos dos mais variados - de trens industriais e ferro a sinais de trânsito descartados e luminárias comerciais. Conceitualmente, David Batchelor trabalha com as cores, particularmente sua interação com o ambiente urbano moderno. Sua relação com a aplicação das cores em arte está também em seu livro Chromophobia, publicado em 2000 (sem versão no Brasil). David Batchelor já esteve em terras tupiniquins, na Bienal de 2004.

Os três documentários podem ser vistos em Danzel Digital - Seduced by Light

Reprojected - Instalação Urbana




Reprojected (Re-projetando) está atualmente em exibição em “Seven Screens”(Sete Telas) em Munique, uma instalação que consta de sete painéis duplos de LED, cada um medindo seis metros de altura. Fazem uma releitura do que esta ocorrendo no local.

Ao contrario do que acontece normalmente, “reprojected” se foca em uma visão mais distanciada, se focando exclusivamente nas sombras de pessoas computadorizadas. Elas só são visíveis devido ao uso de uma fornte luminosa, que se mexe no espaço virtual entre os painéis.



As imagens projetadas nas “Seven screens” brincam com a percepção do espaço ao redor e introduzem uma distancia entre os eventos que estão ocorrendo e a instalação.

Como instalação urbana, Reprojected é altamente impactante.



via: Mader|Stublic|Wiermann e Media Architecture

27 de set. de 2007

Blooks - Tribos & Letras na Rede


Para os que não tem tempo (paciência) de ler o relato completo da experiência, resumimos em poucas palavras:

A mostra Blooks é uma imersão no universo polifônico, democrático, labiríntico, ecoante, excessivo que é a internet. Mostra esse momento, quando é a vez da histórica platéia subir ao palco. Momento quando, reinterpretando Barthes, o autor não morre, mas se multiplica. Agora exponencialmente, pois tem ouvidos e voz. E ecoa.

Blooks
propõe essa experiência.E é impressionante o resultado.


Alguns logorâmicos foram essa semana ao Oi Futuro, espaço carioca que tem super a ver com as questões que a gente aborda por aqui. Por ser um dos únicos espaços culturais do Rio (ou o único mesmo), dedicado à arte tecnológica, arte interativa, multimeios e etc, nós estamos sempre passeando por lá.

O espaço tem uma boa programação e apresenta muitas obras interessantes, mas o que nós logorâmicos sempre questionamos é um certo descuido de curadores na contextualização das obras. De um modo geral, achamos que as obras interativas, vídeo arte, multimieos, como ainda não são íntimas do grande público, aumentam o seu potencial de diálogo se bem contextualizados, projetados. Isso pode ser feito de diferentes formas, com recursos diversos de design, cenografia ou mesmo recursos de audio e outras possibilidades criativas: tudo o que possa contribuir para instigar os sentidos e
provocar a redenção do participante à experiência.

Dessa vez que fomos lá, duas surpresas: a exposição dos “babilaques” de Wally Salomão está uma excelente. Sem nenhum recurso tecnológico / digital, a exposição impacta e leva o expectador àquele mundo poético e polissêmico do saudoso Wally.


Mas foi subindo mais um andar que tivemos nossa grande surpresa: a mostra “Blooks - Tribos & Letras na Rede”. O texto da exposição introduz à experiência. Não o temos na integra, mas ficou na memória a relação que faz entre as mil vozes, o espaço do muito, do excesso, os diversos hoje de hoje, a viagem hipertextual e polifônica da rede, que ecoa a partir da apropriação dos usuários e da chamada web 2.0.


Coordenada por Heloísa Buarque de Hollanda, com a curadoria é de Bruna Beber e Osmar Salomão (coincidentemente, filho de Wally), a mostra é sobre os mais de 200 blogs brasileiros de prosa, poesia, quadrinhos, grafismos e conexões entre letra e música. Apresenta as peculiaridades desta produção e quer discutir esse novo formato, as novas poéticas (que tanto falamos aqui), da arte literária que surge na web.

A experiência é um mergulho! O áudio, a cenografia, o cuidado no design, a curadoria. Cada detalhe amplia a impressão de estar de fato numa experiência estendida dessa que fazemos diariamente: estar na rede, em rede, neste espaço de intimidades impessoais, de transparências opacas, de fluxos indefinidos.



Foi arrebatador! Mesmo. Um detalhe curioso, que completou o ineditismo da situação, foi o segurança do espaço, que caiu na rede. Durante todo o tempo que ficamos lá, ele voltou cerca de 5 vezes para mais um mergulho. E navegava pelas marés inconstantes e reveladoras dos diversos blogs que podiam ser acessados em plasmas espalhados pelo espaço.

O conjunto da visita foi inesquecível. Os logorâmicos recomendam. Até esse fim de semana (30/09).

30 de ago. de 2007

File - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica


Acontece em São Paulo o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, de 13 de agosto a 9 de setembro, no Espaço Cultura Sesi Paulista. O Festival reúne trabalhos interativos diversos, como Net-Art, Vídeo-Instalações, Games, Performances Robóticas, Trabalhos de Hipermídia, Ações Telemáticas, Inteligência Artificial, Cinemáticas Interativas, Realidades Expandidas, entre outras denominações para as possibilidades digitais.

O Festival contou com simpósio, que ocorreu apenas entre os dias 14 e 17 de agosto. A discussão girava em torno de dos impactos das novas tecnologias de criação e comunicação na sociedade. Nos mesmos dias aconteceu o Hipersônica, evento que discute a relação entre música (sonoridades) e tecnologia.

Para quem passar por Sampa nas próximas semanas, vale conferir o evento, que aconteceu no Rio, em março, no Oi Futuro em versão reduzida. Ver as instalações fomenta a discussão sobre a nova poética artística que surge no ambiente digital. Coisa que falaremos bastante por aqui.