LOGORAMA é um espaço de exposição e expressão de refêrencias de arte, design e cultura. Procuramos expor aqui trabalhos relevantes, que tenham profundidade de conteúdo. Artistas, peças de comunicação e obras que nos façam pensar.

LOGORAMA é mantido pela M'Baraká experiências relevantes, grupo multidisciplinar de criativos do Rio. O BLOG nos mantêm vivos criativamente e nos ajuda a pensar diferente.

LIVE P.A. A primeira edição do evento que reúne diversos músicos acontece em Brasília, durante as sextas e sábados de maio no CCBB. Entrada franca.

PASSOS O novo espetáculo da cia Crescer e Viver de Circo pode ser conferido às sextas e sábados às 20h e domingo às 18h até o dia 29 de maio. A lona do circo fica na Rua do Carmo Neto, 143, em frente ao metrô da praça XI.


Cut Copy

Móveis Coloniais de Aracaju

Santigold

Little Joy

She and Him

Black Kids

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7 de dez. de 2007

UAU – REVOLUTION!

Psicodelia, Beatles, Design, Cirque du Soleil, e muito mais em L.A


Há um Beatles REVOLUTION recheado de inovações multimídias e tecnológicas sendo projetado em Las Vegas, por uma equipe de desenhistas de Montreal, sob o comando de Jean - François Bouchard, Diretor de Criação do Cirque du Soleil. O tema do espaço é os anos 60 e, portanto, optou-se por valorizar estética e conceitualmente elementos que remetessem á época - como a transição do preto e branco para cores, a representação do espírito do amor supremo, grafismos psicodélicos e objetos manufaturados.

REVOLUTION Lounge fica dentro do Abbey Road Bar. Para acessá-lo deve-se passar por um gigante painel onde pedaços de letras das músicas do quarteto de Liverpool anunciam o lounge REVOLUTION.

O espaço é dividido em várias pequenas salas, sendo o ponto central inspirado em nada menos que “Lucy in the Sky with Diamonds”... psicodélico??? Para completar o clima LSD, uma cascata suspensa com mais de 35 mil lâmpadas dicróicas ao redor do lugar.


A cultura material dos anos 60 está bem representada nos móveis: pilares, cadeiras, e demais elementos do mobiliário com curvas e linhas de sobra!

Prazeres para o deleite dos visitantes não faltam! Além do próprio ambiente 60’s / 70’s, jogos interativos dão o toque contemporâneo e completam a diversão. O som da noite também não fica atrás. Toda a atmosfera sonora segue a referência principal do projeto, os Beatles, e no ambiente da pista o número 4 foi simbolicamente representado remetendo ao quarteto, suas 4 fases, as 4 letras da palavra LOVE, e na própria trilha: Primeiro ouve-se Beatles, depois suas fontes de inspiração, em seguida quem foi por eles inspirado e no clímax, eletrônicos contemporâneos. Em cada “fase” do repertório da noite, uma iluminação: do preto e branco, colorindo-se gradualmente para um rosa-choque! Chocante!





Fora isso, animações e projeções por toda parte, muita interatividade e o resultado é um projeto completo, cheio de conceito, com diversão e arte, design e charme, unindo passado e futuro!




This is a revolution!

27 de set. de 2007

Blooks - Tribos & Letras na Rede


Para os que não tem tempo (paciência) de ler o relato completo da experiência, resumimos em poucas palavras:

A mostra Blooks é uma imersão no universo polifônico, democrático, labiríntico, ecoante, excessivo que é a internet. Mostra esse momento, quando é a vez da histórica platéia subir ao palco. Momento quando, reinterpretando Barthes, o autor não morre, mas se multiplica. Agora exponencialmente, pois tem ouvidos e voz. E ecoa.

Blooks
propõe essa experiência.E é impressionante o resultado.


Alguns logorâmicos foram essa semana ao Oi Futuro, espaço carioca que tem super a ver com as questões que a gente aborda por aqui. Por ser um dos únicos espaços culturais do Rio (ou o único mesmo), dedicado à arte tecnológica, arte interativa, multimeios e etc, nós estamos sempre passeando por lá.

O espaço tem uma boa programação e apresenta muitas obras interessantes, mas o que nós logorâmicos sempre questionamos é um certo descuido de curadores na contextualização das obras. De um modo geral, achamos que as obras interativas, vídeo arte, multimieos, como ainda não são íntimas do grande público, aumentam o seu potencial de diálogo se bem contextualizados, projetados. Isso pode ser feito de diferentes formas, com recursos diversos de design, cenografia ou mesmo recursos de audio e outras possibilidades criativas: tudo o que possa contribuir para instigar os sentidos e
provocar a redenção do participante à experiência.

Dessa vez que fomos lá, duas surpresas: a exposição dos “babilaques” de Wally Salomão está uma excelente. Sem nenhum recurso tecnológico / digital, a exposição impacta e leva o expectador àquele mundo poético e polissêmico do saudoso Wally.


Mas foi subindo mais um andar que tivemos nossa grande surpresa: a mostra “Blooks - Tribos & Letras na Rede”. O texto da exposição introduz à experiência. Não o temos na integra, mas ficou na memória a relação que faz entre as mil vozes, o espaço do muito, do excesso, os diversos hoje de hoje, a viagem hipertextual e polifônica da rede, que ecoa a partir da apropriação dos usuários e da chamada web 2.0.


Coordenada por Heloísa Buarque de Hollanda, com a curadoria é de Bruna Beber e Osmar Salomão (coincidentemente, filho de Wally), a mostra é sobre os mais de 200 blogs brasileiros de prosa, poesia, quadrinhos, grafismos e conexões entre letra e música. Apresenta as peculiaridades desta produção e quer discutir esse novo formato, as novas poéticas (que tanto falamos aqui), da arte literária que surge na web.

A experiência é um mergulho! O áudio, a cenografia, o cuidado no design, a curadoria. Cada detalhe amplia a impressão de estar de fato numa experiência estendida dessa que fazemos diariamente: estar na rede, em rede, neste espaço de intimidades impessoais, de transparências opacas, de fluxos indefinidos.



Foi arrebatador! Mesmo. Um detalhe curioso, que completou o ineditismo da situação, foi o segurança do espaço, que caiu na rede. Durante todo o tempo que ficamos lá, ele voltou cerca de 5 vezes para mais um mergulho. E navegava pelas marés inconstantes e reveladoras dos diversos blogs que podiam ser acessados em plasmas espalhados pelo espaço.

O conjunto da visita foi inesquecível. Os logorâmicos recomendam. Até esse fim de semana (30/09).

19 de set. de 2007

Arte para toda Parte (2) – Cidade-Tela

Não temos muito que falar sobre esse post. Encontramos por acaso, pesquisando sobre arte urbana. Após passar por “n” sites, encontramos esses colossais monumentos urbanos que alegram a paisagem de algum subúrbio de Moscou. A única referência às imagens foi um texto no próprio site em que estavam, onde o autor revela sua certeza de que o descontraído colorido é capaz de reanimar o povo que sofre com o longo e rigoroso inverno...

“Here is the sample of Moscow city distant suburb.

As an experiment the dull gray houses were painted to different colours. From my point of view it’s really amazing isn’t it?

In Russia where is in winter sun is a very rare thing such kind of art might keep the winter depression away. For instance this fall-winter there were no visible sun in Moscow for more than 30 days. Due to this it was reported that a lot of people simply refuse to go to work because of an enormous depressive state they were in.

Maybe such urbanistic art would keep the depression away."


Via: English Russia » Real Urban Art

Multimídia à moda antiga e “A obra de arte na era da reprodução mecânica”



Multimídia são múltiplas mídias. Engana-se quem intuitivamente acaba relacionando o termo exclusivamente às mídias digitais. Os diferentes suportes, as especificidades de linguagens, podem se misturar de várias formas para compor o termo multimídia.

Dito isso, esse post é dedicado a um artista que há muito brinca com a relação entre as linguagens e os suportes. Eli Sudbrack que já usou e abusou de diferentes suportes e mídias, entre postais, outdoors e camisetas. Atento aos movimentos de seu tempo, e mesmo antecipando-se, Eli modernizou-se e ficou milionário ao vender suas obras em CD, em arquivos de illustrator, acompanhados muitas vezes por músicas e vídeos.


Esse ano, Eli, que vem assinando como Assume Vivid Astro Focus, esteve em cartaz em Nova York, na John Connelly Presents. Eli já expôs na mesma galeria na exposição "K48 – Teenage Rebel: The Bedroom Show", que reuniu trabalhos de 80 novos artistas sobre o universo adolescente. O novo suporte que vem explorando são papéis de parede.


Segundo o artista, as obras de K-48 (acima), são sobre “celebração de prazer, ... de momentos que provocam um estado psicodélico de delírio e êxtase”. Bem representando pela explosão de cores e formas.

Já em sua mostra atual, “A Very Anxious Feeling” (fotos abaixo), o artista cria ambiente, usando novamente os papeis de parede, sob uma nova ótica. Nessas instalações, chamadas 3-D wallpaper, Assume Vivid Astro Focus trabalha ambientes, faz uso de mascaras que revelam efeitos 3-D, mas estimula também uma experiência bidimensional. Assume usa e abusa de grafismos, musica, néon e luz, esculturas, numa experiência multimídia e multidisciplinar que exige a performance do público.




Talvez Assume Vivid Astro Focus venda parte de sua obra em arquivos gravados em CD novamente. Mas sua arte está na experiência. Pode-se reproduzi-la? Talvez. Ou mesmo reinventá-la.

O que provocamos aqui é a relação que o artista tem com a obra, com sua experiência e sua forma de distribuição. Retomar a antiga dicotomia entre a “exclusividade” da obra, como resultante de um momento único de expressão sensível e estética, em contraponto com sua produção em série. Como muito bem colocado num dos blogs que acessamos para fazer esse post, retoma-se em grande estilo a discussão de Walter Benjamin em “A obra de arte na era de sua Reprodutibilidade Técnica". Porém, vale refletir se o que vale é o suporte e a reprodução do resultado em si ou o ato criativo, único e irreproduzível.


Fica a reflexão...


Mais sobre o asusnto em:

Érika Palomino
Book of hours

30 de ago. de 2007

Marmelada Interativa


Para fechar essa primeira edição do blog, vamos falar de um assunto que esta cada vez mais na boca de publicitários, designers, e no mundo da arte: interatividade.

Fazer uma busca por “interatividade” no google gera mais de dois milhões de resultados em 0,04 segundos, alguns deles com cruzamentos curiosos, como “saúde interativa”, “direitos humanos e interatividade”.

Mas vamos lá... será que todo serviço que utiliza interfaces digitais, de alguma forma, é interativo? Por exemplo, se vender como uma produtora interativa quando se tem como core business a conversão de VHS para DVD não seria pegar carona numa onda onde tudo se define como interativo quando ninguém sabe exatamente o que se quer dizer com isso? O fato é que o termo ganhou uma elasticidade tão grande que o fez perder o sentido. Recorramos então, ao bom e velho pai dos burros:

Interagir: Agir, influenciar reciprocamente

Fica claro então que interatividade deveria ser aquilo que promove a ação de forma a gerar essa influência recíproca. E isso não é exclusivo do universo digital. Podemos ver, na obra de Helio Oiticica, por exemplo, uma proposta interativa. O mesmo poderia ser dito da Obra Aberta, de Humberto Eco. Fato é que o meio digital e suas ferramentas gera novas possibilidades interativas. Mas isso não quer dizer que tudo o que é digital, está no ambiente digital ou usa recursos digitais, é interativo.

As atuais exposições da Bia Lessa, por exemplo, (as duas últimas que os logorâmicos viram foram Sertão Veredas e Clarice Lispector), não tem nada de tecnológico e são extremamente interativas. Já alguns espaços culturais que tem o chamariz da arte interativa, nem sempre conseguem contextualizar a obra de forma a convidar o espectador e, deixá-lo confortável para interagir com as novidades que estão por lá.

As novas possibilidades que surgem com as mídias digitais e com a interação entre o meio real e virtual, aumentam as possibilidades do interativo, isso não se pode negar. Podemos arriscar a dizer que permitem mesmo o surgimento de uma nova poética, de fato interativa, que tem como pré requisito a intervenção direta de quem a experimenta. O que vem ocorrendo, no entanto, é que muitas vezes este tipo de arte/interface tem tido suas peculiaridades mal aplicadas, não gerando o resultado potencial.

Na fase de experimentação e ascendência de uma estética, de uma linguagem, é comum que aconteçam tentativas de aplicação diversas, até mesmo para experimentar e questionar o suporte, a própria linguagem e mesmo para testar o público. O que precisamos para evoluir é que os pensadores, criadores e curadores dessa arte digital, busquem “meios-convites” para que a tal interatividade aconteça. Isso pode ser feito de diferentes formas, seja por recursos cenográficos, sonoros, uso de iluminação ou pensando a própria interface como algo provocativo, convidativo. É a tarefa de buscar formas de melhor comunicar a mensagem. É preciso provocar a experiência.

Na publicidade e em outros segmentos que usam os aplicativos interativos, essa é também a regra geral.A boa noticia é que existem muitos bons exemplos. Aqui no blog vamos ter esse assunto como constante pauta de nossas postagens. Exemplos, cases, aplicações, novidades.

Começamos hoje. Para essa discussão dar caldo, precisamos da colaboração de todos os interessados nesse assunto. Divulguem para os amigos, parceiros e companheiros de trabalho o Logorama! Por enquanto, indicamos o blog do Itaú Cultural também. Dentro dessa discussão das aplicações da arte interativa, um bom artigo no blog do Itaulab:
Onde Estão os Cronópios da Arte Tecnológica?

alias, Grande Sertão Veredas aterrizou pelo Rio, no MAM. Vale uma visita com calma. Mais, lá na agenda.

Abs,