LOGORAMA é um espaço de exposição e expressão de refêrencias de arte, design e cultura. Procuramos expor aqui trabalhos relevantes, que tenham profundidade de conteúdo. Artistas, peças de comunicação e obras que nos façam pensar.

LOGORAMA é mantido pela M'Baraká experiências relevantes, grupo multidisciplinar de criativos do Rio. O BLOG nos mantêm vivos criativamente e nos ajuda a pensar diferente.

LIVE P.A. A primeira edição do evento que reúne diversos músicos acontece em Brasília, durante as sextas e sábados de maio no CCBB. Entrada franca.

PASSOS O novo espetáculo da cia Crescer e Viver de Circo pode ser conferido às sextas e sábados às 20h e domingo às 18h até o dia 29 de maio. A lona do circo fica na Rua do Carmo Neto, 143, em frente ao metrô da praça XI.


Cut Copy

Móveis Coloniais de Aracaju

Santigold

Little Joy

She and Him

Black Kids

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16 de mai. de 2009

Pink Plonk. Lembra da caixinha de música?



Pink Ponk é o título da instalação criada por Chris O’Shea (designer Inglês) para o evento Transvision, idealizado com parte de um programa que visa integrar novas formas de arte à coleção do renomado Victoria and Albert em Londres.

O Coletivo Onedotzero foi convidado para assumir a curadoria do evento, integrando uma série de artistas no projeto Transvision (uma excelente abordagem para integrar à passado e presente no mundo da arte).



Plink Plonk from Chris O'Shea on Vimeo.



Com o desafio de preencher o antigo salão de música do museu (Norfolk Music Hall), Chris O’Shea propôs uma brincadeira que, como nos antigos salões de música do século 18, reunisse as pessoas para compartilhar experiências musicais. A escolha pelo uso das antigas caixinhas de música como suporte de interação é o que dá o tom poético para a mensagem do artista.

Pink Plonc é uma proposta interativa e colaborativa que respondeu muito bem ao desafio proposto pelo museu inglês, criando um sutil elo entre as experiências do passado e os anseios de interação do mundo contemporâneo. Pink Plonc funcionaria muito bem em diversos outros locais do nosso cotidiano.

2 de jan. de 2008

Interatividade na Terra do Nunca

O blog Interactive Architecture foi categórico ao afirmar que um bom teste para qualquer “instalação” – entenda-se, instalação de arte / entretenimento - é verificar como crianças respondem aos estímulos propostos. Outras vezes falamos sobre isso aqui no Logorama, quando postamos sobre a “Expo Se Liga”. Nela, chamou a atenção a forma como as crianças mergulharam na experiência lúdica-interativa, se esbaldando e explorando as possibilidades de forma intuitiva, sem a influência dos códigos de comportamento dos adultos e o excesso de preocupação em saber como, porque, com o quê...

É essa intuitividade que buscamos explorar quando propomos algo que flerta com o lúdico, o que é típico das instalações multimídias interativas. Para além da informação ou conteúdo intrínseco, muitas vezes o que importa é a fruição do gesto, quando não de outros sentidos, e sua inter-relação com a arte, com as alegorias resultantes da interação.


E é a liberdade das crianças, quando se permitem, sem travas, dedos, ou medo do ridículo, explorar as possibilidades dos ambientes interativos, que anima a criatividade dos desafiados a fazer instalações para este público e, serve de lição e teste para qualquer instalação que tenha por premissa explorar estímulos sensoriais.

Após essa não tão breve introdução conceitual, vamos apresentar um case de instalação infantil de cair o queixo. Apresentada Cinekid Festival, evento anual de produtos audiovisuais e multimídias diversos para o público infantil, a instalação Funky Forest, de Theo Watson and Emily Gobeille, roubou a cena no festival (e a gente já colocou um monte de imagem aí em cima, para ir dando um gostinho). Trata-se de um ecossistema interativo, onde as crianças criam plantas com seus corpos, a partir de gestos e movimentos, e, em seguida, devem fazer caminhos d’água a partir de uma cachoeira para manter a floresta viva. A saúde das plantas influem na vida dos demais seres da floresta, que se mantém saudável e fica mais bonita quanto mais se movimentam os pequenos.


Para nós logoramicos, o projeto, que continua em desenvolvimento para ser ampliado, tem a beleza de dialogar com as crianças, sem precisar dos chatos recursos de mediação dos adultos. Através da fantasia e dos estímulos sensoriais / participativos, transmite-se a idéia da conexão entre o “todo” e “cada parte”.

Dica: vale dar uma olhada nos links desse post, tem coisas inclriveis. Atenção especial p o site da moça, Emily Gobeille, motion graphics de primeira!

7 de dez. de 2007

Projetar onde, como, com o que???

Das perguntas do título deste post, talvez o “como” seja a tarefa mais difícil... Mas essa é, de fato, tarefa para engenheiros, técnicos, programadores, etc. “Onde” e “com que”, possibilitados a partir do “como” - resolvido pelos nossos amigos tecnólogos - tornam-se deleite dos criadores, que usam o “onde” e “com o que” de mil e uma formas!

Separamos hoje um exemplo nacional e um gringo, que, a partir de técnicas e
tectrecos diversos, geram formas surpreendentes de projeção. Na água ou na fumaça, a criatividade é marca registrada desses projetos, e o queixo-caido do público é garantido, pois os resultados são realmente surpreendentes.

Quem esteve na cidade maravilhosa – apologias a parte – durante os jogos pan americanos, pode ver, num dos principais cartões postais da cidade, filmetes projetados em uma tela de água em plena Lagoa Rodrigues de Freitas. O projeto foi da
Biruta Mídias Mirabolantes, empresa carioca que, como o nome já diz tem como negocio principal a criação de mídias não convencionais. O projeto se chamou Aqualume e foi patrocinado pela Petrobras e o resultado, para que não viu ao vivo, pode ser conferido no vídeo abaixo.






O exemplo gringo vem do estúdio
Minimaforms, que se define como um escritório de design e arquitetura experimental, que explora projetos que provocam e fazem uso de novos meios de comunicação. Esse ano a provocação veio por sinal de fumaça... O OFFLOAD festival, em Bristol, UK, contou com uma instalação feita pela Minimaforms em que mensagens eram enviadas, literalmente, por sinais de fumaça. Nada de pajelança, mas sim, tecnologia de ponta! Em Smoke Signals, mensagens eram enviadas via SMS e projetadas, em grandes letras, em fumaças no céu, num efeito 3D impressionante. Confira nas imagens e vídeos!



7 de nov. de 2007

Amazônia em Cannes

Mais uma instalação interativa brasileira fora do país. A P&G criou um cenário bastante diferente para a apresentação da minissérie Amazonia, da Globo, na MIP COM (uma feira internacional de conteúdo de entretenimento para diversas plataformas de áudio-visual). O ambiente tinha árvores amazônicas e cheiro de floresta. Tinha também mais uma instalação interativa criada pela M’Baraká e produzida pela YDreams.





A Globo marcou sua presença em Cannes, levando conteúdo tupiniquim além mar, ao apostar com tanta força na mini-série Amazônia.

O pessoal da criação disponibilizou o multimídia para a gente colocar aqui. PASSE O MOUSE, PODE BRINCAR! As folhas se mexem, flores desabrocham e.... cuidado com o sapo.



26 de out. de 2007

Cubos Interativos Etc.

Cubo é um filme canadense do diretor Vincenzo Natali. Nele, um grupo de pessoas estão presas em um grande cubo, formado por vários cubos, cada um com seis portas, formando um grande labirinto. Todas as salas são cheias de armadilhas e o grupo deve driblá-las e tentar achar a saída da prisão cúbica. Ficam o filme todo nessa saga para sair dos cubículos. Como fez nossa fonte, o site pixelsumo, achamos por bem começar dando esse gostinho de Cubo - filme muito louco, que explora as potencialidades de uma arquitetura ficcional em formato de cubos e mais cubos – para apresentar dois projetos que tem o Cubo como elemento importante na interface.

O primeiro tem conceito bem parecido com o filme.


Desenvolvido por Julian Oliver, a partir de tecnologias de realidade aumentada, ao colocar o cubo em frente a uma webcam, você se verá dentro de um ambiente 3D. Ao mover o cubo, vai-se de um ambiente à outro, como no filme. O jogo consiste no jogador lembrar que porta leva a que quarto, levando o jogador ao ambiente final. Ao conseguir, passará ao próxima nível. O jogo esta sendo em desenvolvimento em plataformas de software livre.



Andrew Fentem criou Fentix Cube um cubo de LED. Nele, jogos como quebra-cabeça, estarão integrados ao dispositivo e à interface. O dispositivo será vendido em edição limitada no Kinetica Museum. Não fica muito claro como funciona no vídeo. Mas esteticamente é bem sedutor.




Saindo do assunto de cubos, e aproveitando a deixa do post acima, Andrew Fentem, tem outros trabalhos muito interessantes. Em parceria com o Novation EMS Ltd. criou instrumentos sensoriais, que geram sons eletrônicos, a partir de sensores. Os instrumentos foram expostos no Kinetica Museum. No vídeo, um sintetizador interativo. No site do moço, muito mais coisas.



18 de out. de 2007

Arte, Diversão e Conteúdo na Web

A web, com seus múltiplos recursos, permite o crescimento de uma estética própria, pensada para esta interface. Seja para projetos publicitários seja para expressões artísticas ou para projetos culturais, pode-se notar o uso deste meio e seus recursos de forma cada mais criativa e com grande apelo estético.

Em publicidade, podemos destacar o site que a Nokia bolou, o Nokia Music Roons. Com elementos de game, recursos de multimídia de alto nível e MUITA criatividade, o site une conteúdo e entretenimento para conquistar a simpatia dos consumidores – tudo isso bem vinculado à marca, que vem provando que “a música nos conecta”. Nos quartos se tem acesso ao second life, download de musicas e uma festa num dos apartamentos.

Nokia Roons

O jogo de tabuleiro “Get the Glass”, animação 3D brutalmente realista, é uma boa opção para passar o tempo como nos velhos tempos, mas na rede. A campanha – claro que é campanha! – é da Real California Milk, industria de laticínios da Califórnia, que brinca com a idéia de uma cidade onda há escassez de leite.

Game Get Glass



Há diversos outros sites de campanha interessantes pela web, mas vamos falar um pouco também de arte. Vem crescido a quantidade de “instalações para web”, obras artísticas pensadas pela esse meio. O exemplo do dia é o Whish Projetc. Instalação onde se posta e se vê desejos.

Whish Projetc



Festival de Arte Digital - FAD 2007



O Festival de Arte Digital – FAD, que aconteceu semana retrasada em BH, mostrou outros projetos do gênero, de artistas nacionais e internacionais, o que nos permite dizer que esse tipo de obra começa a ser tratada como tal. Há, além de instalações de web, outros tipos de iniciativas virtuais que podem ser explorados no site do festival.




Na linha dos projetos criativos, vamos destacar hoje o site We Feel Fine. Com uma interface um pouco confusa (mas depois que se aprende, flui), e uma estética visual impressionante, o site é uma idéia maluca de coletar dados e reproduzir os sentimentos de pessoas de todo o mundo expostos na web.

O "gráfico" acima representa a quantidade de pessoas que sentem “different” e expuseram isso em blogs de todo o mundo em 2007.

Já este, se refere a algumas imagens postadas com o tema “different” ao redor do mundo.

A web como interface e meio, esta cada vez mais promovendo uma linguagem própria, com peculiaridades que a fortalecem como meio expositor de arte.

9 de out. de 2007

Expoentes do Light Design


A “Dazed Digital” recentemente publicou três documentários sobre artistas que trabalham com luz. Entre estes estão Jason Bruges e a “United Vissual Artists”, os quais já foram citados inúmeras vezes pela Dazed Digital como produtores de varias instalações para exposições e galerias, assim como ambientes públicos, mobiliários e fachadas de edifícios – vale a pena conferir ambos os sites.

Se você sempre se perguntou o que acontece por trás dessas instalações, que tecnologias são utilizadas e o porquê dessas empresas e artistas estarem no centro da cena dos projetos Light Design, os dois primeiros documentários da série cumprem este papel. Já o terceiro, é uma visão mais pessoal de um artista independente, David Batchelor. Suas peças que fundem arte e luz exploram o conceito de cor como um único fenômeno: a cor como algo onipresente nas experiências do dia a dia, e sua transcendência funcional e estética na criação de simbolismos.

Separamos pequenas demonstrações do trabalho de cada um desses artistas / coletivos:

James Bruges


Jason Bruges tem um vasto portifólio de trabalhos com luz – de instalações de grande porte a iluminação de interiores, passando por projetos mais completos que unem estética e conteúdo em torno da luz. Em seu site, pequenos textos e muitas imagens de seu trabalho, que deixa claro seu conhecimento das diferentes tecnologias úteis ao light design.


United Visual Artists


O estúdio United Visual Artists une três disciplinas principais: o conhecimento artístico, o design e a engenharia de software, a fim de gerar experiências imersivas em tempo real (interatividade). A proximidade com a engenharia de software permite ao escritório o desenvolvimento de projetos inovadores em termos tecnológicos e de grande impacto artístico.




David Batchelor



Já a obra de David Batchelor, Professor da Royal College of Art, de Londres, tem como característica a mistura de cores e texturas e na utilização de objetos dos mais variados - de trens industriais e ferro a sinais de trânsito descartados e luminárias comerciais. Conceitualmente, David Batchelor trabalha com as cores, particularmente sua interação com o ambiente urbano moderno. Sua relação com a aplicação das cores em arte está também em seu livro Chromophobia, publicado em 2000 (sem versão no Brasil). David Batchelor já esteve em terras tupiniquins, na Bienal de 2004.

Os três documentários podem ser vistos em Danzel Digital - Seduced by Light

Reprojected - Instalação Urbana




Reprojected (Re-projetando) está atualmente em exibição em “Seven Screens”(Sete Telas) em Munique, uma instalação que consta de sete painéis duplos de LED, cada um medindo seis metros de altura. Fazem uma releitura do que esta ocorrendo no local.

Ao contrario do que acontece normalmente, “reprojected” se foca em uma visão mais distanciada, se focando exclusivamente nas sombras de pessoas computadorizadas. Elas só são visíveis devido ao uso de uma fornte luminosa, que se mexe no espaço virtual entre os painéis.



As imagens projetadas nas “Seven screens” brincam com a percepção do espaço ao redor e introduzem uma distancia entre os eventos que estão ocorrendo e a instalação.

Como instalação urbana, Reprojected é altamente impactante.



via: Mader|Stublic|Wiermann e Media Architecture

27 de set. de 2007

Blooks - Tribos & Letras na Rede


Para os que não tem tempo (paciência) de ler o relato completo da experiência, resumimos em poucas palavras:

A mostra Blooks é uma imersão no universo polifônico, democrático, labiríntico, ecoante, excessivo que é a internet. Mostra esse momento, quando é a vez da histórica platéia subir ao palco. Momento quando, reinterpretando Barthes, o autor não morre, mas se multiplica. Agora exponencialmente, pois tem ouvidos e voz. E ecoa.

Blooks
propõe essa experiência.E é impressionante o resultado.


Alguns logorâmicos foram essa semana ao Oi Futuro, espaço carioca que tem super a ver com as questões que a gente aborda por aqui. Por ser um dos únicos espaços culturais do Rio (ou o único mesmo), dedicado à arte tecnológica, arte interativa, multimeios e etc, nós estamos sempre passeando por lá.

O espaço tem uma boa programação e apresenta muitas obras interessantes, mas o que nós logorâmicos sempre questionamos é um certo descuido de curadores na contextualização das obras. De um modo geral, achamos que as obras interativas, vídeo arte, multimieos, como ainda não são íntimas do grande público, aumentam o seu potencial de diálogo se bem contextualizados, projetados. Isso pode ser feito de diferentes formas, com recursos diversos de design, cenografia ou mesmo recursos de audio e outras possibilidades criativas: tudo o que possa contribuir para instigar os sentidos e
provocar a redenção do participante à experiência.

Dessa vez que fomos lá, duas surpresas: a exposição dos “babilaques” de Wally Salomão está uma excelente. Sem nenhum recurso tecnológico / digital, a exposição impacta e leva o expectador àquele mundo poético e polissêmico do saudoso Wally.


Mas foi subindo mais um andar que tivemos nossa grande surpresa: a mostra “Blooks - Tribos & Letras na Rede”. O texto da exposição introduz à experiência. Não o temos na integra, mas ficou na memória a relação que faz entre as mil vozes, o espaço do muito, do excesso, os diversos hoje de hoje, a viagem hipertextual e polifônica da rede, que ecoa a partir da apropriação dos usuários e da chamada web 2.0.


Coordenada por Heloísa Buarque de Hollanda, com a curadoria é de Bruna Beber e Osmar Salomão (coincidentemente, filho de Wally), a mostra é sobre os mais de 200 blogs brasileiros de prosa, poesia, quadrinhos, grafismos e conexões entre letra e música. Apresenta as peculiaridades desta produção e quer discutir esse novo formato, as novas poéticas (que tanto falamos aqui), da arte literária que surge na web.

A experiência é um mergulho! O áudio, a cenografia, o cuidado no design, a curadoria. Cada detalhe amplia a impressão de estar de fato numa experiência estendida dessa que fazemos diariamente: estar na rede, em rede, neste espaço de intimidades impessoais, de transparências opacas, de fluxos indefinidos.



Foi arrebatador! Mesmo. Um detalhe curioso, que completou o ineditismo da situação, foi o segurança do espaço, que caiu na rede. Durante todo o tempo que ficamos lá, ele voltou cerca de 5 vezes para mais um mergulho. E navegava pelas marés inconstantes e reveladoras dos diversos blogs que podiam ser acessados em plasmas espalhados pelo espaço.

O conjunto da visita foi inesquecível. Os logorâmicos recomendam. Até esse fim de semana (30/09).

19 de set. de 2007

Touch of Kandinsky


Touch of Kandinsky é um tapete interativo concebido com um objetivo: aumentar a compreensão da arte abstrata, especialmente para crianças e visitantes não habituais de galerias de arte. A instalação é uma releitura e aplicação prática dos escritos de Kandinsky quando defende o conceito de sinestesia, ou seja, a inter-relação entre dois planos sensoriais diferentes, por exemplo, a capacidade de ver o som e ouvir a cor.

O tapete, inspirado na obra “group” de 1937, explora as possibilidades interativas contemporâneas em relação aos conceitos defendidos pelo artista. Toques em diferentes lugares geram diferentes sons, especialmente criados a partir da inspiração na obra de Kandinsky.

Trata-se de uma experiência imersiva que contribui para atrair e sensibilizar para as artes plásticas. Com os sentidos afinados, em pouco tempo os novos visitantes de museus devem estar aptos a penetrarem sozinhos nas maravilhas da experiência estética.



Via: Interactive Institute

11 de set. de 2007

PLAY.Orchestra


PLAY.orchestra é uma instalação na entrada do
South Bank Centre que recria o ambiente de uma orquestra. Com 60 assentos, a idéia é que os visitantes possam experimentar cada instrumento e a relação com os demais, de acordo com o local onde sentam, bem como da disposição dos demais participantes. Cada banco remete a um instrumento e tem seu som ativado quando alguém se senta. Conforme as pessoas vão se sentando, composições vão sendo reveladas.

Como cada arranjo de pessoas gera uma composição sonora, estimula-se a gravação com o celular. Pode-se plugar o celular e receber ring-tones da experiência. Além disso, o celular pode interagir com a instalação e ajudar a criar novas composições.



O projeto conta com a colaboração da Philharmonia Orchestra de Londres, que quis promover seu site, onde o público pode fazer upload e download de música. A partir do uso de tecnologia wireless, a instalação permite que o público atue de forma participativa, podendo fazer upload, download e ainda participar das apresentações “live” que ocorrem aos sábados.

O projeto estimula o conhecimento da sonoridade dos instrumentos e da disposição da orquestra, sendo uma ótimo excemplo de associação entre cultura, entretenimento, tecnologia e educação.

“Layers of life” – Arquiteturas móveis e conceituais


Layers of life” é um conceito de instalação da ag4 para o projeto arquitetônico de Helmut Jahn. A instalação combina elementos naturais como água e cera, com paredes espelhadas e uma programação multimídia. Conceitualmente, a instalação remete à complexidade da biotecnologia, ciência que se alimenta de varias outras disciplinas. A parede representa, de forma abstrata, o código genético. Os displays de mídia se fundem, apresentando textos, imagens e vídeos, que tem a função de transmitir mensagens e emoções e a instalação como um todo simboliza o desenvolvimento e o futuro.


A instalação é formada por 138 blocos de cera em 360 metros quadrados dispostos em cinco andares, que, misturados ao vidro – em antítese, como diz o conceito do projeto – formam a estrutura da instalação. O uso da cera de abelha, além de estético, tem forte função conceitual no projeto. Nas colméias, ele serve, entre outras coisas, para o fluxo da informação dentro da colônia. Da metáfora comunicativa do material, a instalação apresenta uma comunicação multimídia, interligada e complexa.

Via: Media Architecture

30 de ago. de 2007

File - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica


Acontece em São Paulo o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, de 13 de agosto a 9 de setembro, no Espaço Cultura Sesi Paulista. O Festival reúne trabalhos interativos diversos, como Net-Art, Vídeo-Instalações, Games, Performances Robóticas, Trabalhos de Hipermídia, Ações Telemáticas, Inteligência Artificial, Cinemáticas Interativas, Realidades Expandidas, entre outras denominações para as possibilidades digitais.

O Festival contou com simpósio, que ocorreu apenas entre os dias 14 e 17 de agosto. A discussão girava em torno de dos impactos das novas tecnologias de criação e comunicação na sociedade. Nos mesmos dias aconteceu o Hipersônica, evento que discute a relação entre música (sonoridades) e tecnologia.

Para quem passar por Sampa nas próximas semanas, vale conferir o evento, que aconteceu no Rio, em março, no Oi Futuro em versão reduzida. Ver as instalações fomenta a discussão sobre a nova poética artística que surge no ambiente digital. Coisa que falaremos bastante por aqui.

Marmelada Interativa


Para fechar essa primeira edição do blog, vamos falar de um assunto que esta cada vez mais na boca de publicitários, designers, e no mundo da arte: interatividade.

Fazer uma busca por “interatividade” no google gera mais de dois milhões de resultados em 0,04 segundos, alguns deles com cruzamentos curiosos, como “saúde interativa”, “direitos humanos e interatividade”.

Mas vamos lá... será que todo serviço que utiliza interfaces digitais, de alguma forma, é interativo? Por exemplo, se vender como uma produtora interativa quando se tem como core business a conversão de VHS para DVD não seria pegar carona numa onda onde tudo se define como interativo quando ninguém sabe exatamente o que se quer dizer com isso? O fato é que o termo ganhou uma elasticidade tão grande que o fez perder o sentido. Recorramos então, ao bom e velho pai dos burros:

Interagir: Agir, influenciar reciprocamente

Fica claro então que interatividade deveria ser aquilo que promove a ação de forma a gerar essa influência recíproca. E isso não é exclusivo do universo digital. Podemos ver, na obra de Helio Oiticica, por exemplo, uma proposta interativa. O mesmo poderia ser dito da Obra Aberta, de Humberto Eco. Fato é que o meio digital e suas ferramentas gera novas possibilidades interativas. Mas isso não quer dizer que tudo o que é digital, está no ambiente digital ou usa recursos digitais, é interativo.

As atuais exposições da Bia Lessa, por exemplo, (as duas últimas que os logorâmicos viram foram Sertão Veredas e Clarice Lispector), não tem nada de tecnológico e são extremamente interativas. Já alguns espaços culturais que tem o chamariz da arte interativa, nem sempre conseguem contextualizar a obra de forma a convidar o espectador e, deixá-lo confortável para interagir com as novidades que estão por lá.

As novas possibilidades que surgem com as mídias digitais e com a interação entre o meio real e virtual, aumentam as possibilidades do interativo, isso não se pode negar. Podemos arriscar a dizer que permitem mesmo o surgimento de uma nova poética, de fato interativa, que tem como pré requisito a intervenção direta de quem a experimenta. O que vem ocorrendo, no entanto, é que muitas vezes este tipo de arte/interface tem tido suas peculiaridades mal aplicadas, não gerando o resultado potencial.

Na fase de experimentação e ascendência de uma estética, de uma linguagem, é comum que aconteçam tentativas de aplicação diversas, até mesmo para experimentar e questionar o suporte, a própria linguagem e mesmo para testar o público. O que precisamos para evoluir é que os pensadores, criadores e curadores dessa arte digital, busquem “meios-convites” para que a tal interatividade aconteça. Isso pode ser feito de diferentes formas, seja por recursos cenográficos, sonoros, uso de iluminação ou pensando a própria interface como algo provocativo, convidativo. É a tarefa de buscar formas de melhor comunicar a mensagem. É preciso provocar a experiência.

Na publicidade e em outros segmentos que usam os aplicativos interativos, essa é também a regra geral.A boa noticia é que existem muitos bons exemplos. Aqui no blog vamos ter esse assunto como constante pauta de nossas postagens. Exemplos, cases, aplicações, novidades.

Começamos hoje. Para essa discussão dar caldo, precisamos da colaboração de todos os interessados nesse assunto. Divulguem para os amigos, parceiros e companheiros de trabalho o Logorama! Por enquanto, indicamos o blog do Itaú Cultural também. Dentro dessa discussão das aplicações da arte interativa, um bom artigo no blog do Itaulab:
Onde Estão os Cronópios da Arte Tecnológica?

alias, Grande Sertão Veredas aterrizou pelo Rio, no MAM. Vale uma visita com calma. Mais, lá na agenda.

Abs,